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360º

Por David Dinis, Diretor

Bom dia!

Enquanto dormiaA polícia do Vaticano prendeu o arcebispo Józef Wesolowski, acusado de pedofilia enquanto núncio (representante papal) na República Dominicana. É a primeira vez que uma medida deste género é tomada contra alguém com um alto cargo na Santa Sé.

Em Nova Iorque, na ONU, Barack Obama pediu um "forte compromisso" da China e dos países emergentes com medidas de combate às alterações climáticas. Da China ouviu promessas de envolvimento nas negociações que vão prosseguir até à cimeira do clima de Paris, em 2015. Mas em casa já sentiu as primeiras críticas: "For Obama, cheerleading on climate is easier than leading", diz a New Republic.

A reunião na ONU correu pior, ainda assim, a David Cameron, que foi escutado pela Sky News, numa conversa privada com o antigo mayor de Nova Iorque, dizendo que a rainha Isabel II “ronronou” de felicidade quando ele a informou do "não" escocês à independência.

Esta noite chegou-nos também um alerta importante: em apenas quatro meses, o número de infetados com o Ébola pode chegar aos 1,4 milhões - apenas na área da Libéria e Serra Leoa. São projeções do Centro para Controlo e Prevenção de Doenças norte-americano, no cenário mais pessimista. O mais otimista, que pressupõe cuidados extremos, infelizmente não parece estar à mão.

Informação a registarFoi triste o debate de ontem, o último entre os candidatos às primárias do PS. Houve muitas trocas de acusações e quase nenhuma discussão de políticas, com Seguro e Costa a sobreporem vozes e a evitar sequer um olhar direto no final.
Pouco tempo depois, o José Manuel Fernandes fazia a síntese, aqui no Observador: "Já se desconfiava, veio a confirmação: os Antónios detestam-se. Os Antónios magoam-se. Os Antónios não divergem nas ideias, divergem no caráter e no ego. Perdeu a política, perdeu sobretudo o PS".
As análises, de resto, alinharam-se num improvável consenso. Francisco Louçã chega a perguntar no Público "como é que (os candidatos) vão financiar as empresas, se só há dinheiro para a dívida"; Bagão Félix fala em vigilância "obsessiva"; a jornalista São José Almeida de dois candidatos que defraudaram os cidadãos; Luís Salgado de Matos, no JN, declara um vencedor: "Passos Coelho".

Quase se podia dizer que Salgado de Matos tinha razão, não fosse o caso de ontem ter crescido a polémica sobre o caso Tecnoforma. As notícias dando conta de que, entre 1997 e 1999, Passos Coelho terá recebido e não declarado rendimentos de uma ONG ligada à Tecnoforma motivaram novo comunicado do Parlamento e uma resposta imprevista do visado: um pedido à PGR para que investigue se cometeu "algum ilícito", prometendo tirar do processo as suas "conclusões e consequências".
O jornais da manhã não acrescentam informação ao que ontem o Observador noticiou: a PGR pode estar de mãos atadas, impossibilitada de analisar um caso que já prescreveu.
De resto, a pergunta que aqui deixei ontem continua sem resposta: houve ou não algum pagamento não declarado (ao fisco e ao Parlamento)?

Um salto às OPA lançadas sobre a Espírito Santo Saúde, com uma nova proposta em cima da mesa - mas esta fora da bolsa. Quem entra na corrida são os americanos da UnitedHealth, que são donos da brasileira Amil, que uma oferta não vinculativa pela participação que a Rioforte tem na empresa (51%). A notícia é do Diário Económico desta manhã.
O Dinheiro Vivo acrescenta um ponto, confirmando o interesse da Mello Saúde em subir a oferta - e em ver a CMVM alargar o prazo para que o possa fazer. O calendário é curto e, como diz o Negócios, depende também do Governo dar autorizações em tempo útil para a Mello Saúde e para a Fidelidade (controlada agora por uma empresa chinesa).

No que respeita ao Novo Banco, o DN garante que a nova administração está a estudar a hipótese de vender a dívida de 3,3 mil milhões de euros do BES Angola, de forma a reduzir os prejuízos e abrir mais o caminho aos potenciais interessados no banco. É, para já, apenas uma hipótese de trabalho (link não disponível a esta hora).

Um consenso orçamental para manter a trajetória e a redução da dívida, foi o que pediu ontem o governador do Banco de Portugal aos poderes políticos. Numa conferência sobre o pós-troika, Carlos Costa foi mais longe e defendeu que se estimule a pré-reforma dos trabalhadores mais velhos e menos qualificados, para integrar os jovens desempregados no mercado de trabalho.
O governador aguarda, entretanto, que seja promulgado um diploma do Governo que lhe dará poderes inéditos de intervenção no setor financeiro, para lá do que era recomendado por uma diretiva europeia - uma notícia que ontem avançámos em exclusivo aqui no Observador.

Notas surpreendentesNem o poker de Ronaldo contra o Elche pode bater este número: 14-13. Mas foi precisamente este o resultado final, no desempate por grandes penalidades, do Liverpool-Middlesbrough de ontem à noite, excluindo ainda os quatro golos do empate ao final do tempo regulamentar. O Telegraph descreve-o como "o mais notável desempate por penáltis de todos os tempos", mas não especifica se os 41 mil espectadores resistiram bem a tanta emoção.

Quem está a celebrar e com uma bela razão para isso são os Silverton, uma família britânica que viu nascer a primeira menina das últimas seis gerações. Sim, desde 1913 que todos os nascimentos dos Silverton foram rapazes - mais de 100 anos. By the way, a rapariga chama-se Poppy.

Quem descobri que está de parabéns, comemorando 125 anos, é a Nintendo. Sim, parece que a empresa que nós conhecemos pelos videojogos começou há mais tempo do que nos podemos recordar, fazendo nessa altura jogos de cartas. Agora, vai dando cartas noutros jogos.

Quem não dá cartas, mas dá música a quem queira ouvir, é o presidente da CMVM, Carlos Tavares (e uns tantos advogados da praça). O Observador descobriu-o a cantar e tocar guitarra, num festival com bom fundo: ajudar a financiar a Orquestra Geração, um projeto do Conservatório de Lisboa que mora aqui mesmo ao  lado do Observador.

Como vê, hoje optei por fechar com coisas boas. Com a esperança que ajudem a dar fôlego para o dia que se segue.
Por aqui me fico, com a garantia que daqui não saímos, atualizando as notícias ao minuto com a energia e boa disposição de sempre.

Até já!





 
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