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Startups

Por Ana Pimentel, Jornalista

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Em novembro de 2015, fui a Londres em trabalho. Enquanto esperava pelo voo de regresso a Lisboa, vi Elizabeth Holmes na capa da edição de outubro da Inc., com a sua (tão característica) gola alta preta. O cabelo louro caído num só lado, batom vermelho nos lábios e os olhos do mesmo azul com que se lia “O próximo Steve Jobs”. Por baixo, “as oito mulheres que podem ser donas do futuro”. Não tive grandes dúvidas. Paguei e li a revista quase toda no avião.

Quando cheguei à redação, coloquei-a na secretária, à esquerda do computador, por cima da pilha dos livros que ainda acredito que vou ler. Neste ano e meio, peguei nela várias vezes. Peguei sempre que quis escrever sobre a Theranos, a startup fundada e liderada por Holmes. Peguei sempre que lia as notícias que acabaram por reduzir o seu império a quase nada – o império da multimilionária de 30 anos que tinha sido a mais jovem self made woman a entrar para o ranking dos mais ricos da Forbes, em 2014.

No mesmo mês em que a Inc. fez capa com Holmes, o The Wall Street Journal publicava o resultado de uma investigação de John Carreyrou à Theranos. Oito meses depois, a Forbes reduziu a fortuna daquela que era “a menina querida” dos investidores a zero. E reviu em baixa o valor da startup que prometia revolucionar a indústria mundial das análises ao sangue: de 9 mil milhões para 800 milhões de dólares. Pelo meio, houve despedimentos, processos judiciais por alegada fraude, Holmes foi banida da indústria e a Theranos perdeu a licença para operar a tecnologia que desenvolveu.

A história da queda vertiginosa da rainha da tecnologia levou John Carreyrou a receber (mais) um prémio de jornalismo e Adam McKay a querer eternizá-la no grande ecrã, com Jennifer Lawrence no papel de Holmes. Tinha tudo para ser inspiradora, mas foi um dos escândalos que mais marcou a comunidade tecnológica em 2016. Num mundo onde a inovação tecnológica se tornou num dos principais polos de atração de dinheiro, continua a haver um buraco negro de perguntas às quais é preciso responder. Afinal, quem é que traça as fronteiras?

Tenham uma ótima semana. Até terça!

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