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Compaixão e Liderança Iluminada


Calor em Ação

 

Tanto a liderança iluminada como servir os outros têm muito a ver com sabedoria e compaixão. Para qualquer um que esteja no caminho espiritual, particularmente aqueles de nós nos caminhos Bön e Budista, sabedoria e compaixão são os verdadeiros núcleos de nossa prática. Para atingir a iluminação – a liberação final, liberação absoluta – compaixão e sabedoria são os dois meios realmente mais importantes. Para todos nós, de um modo ou de outro, o propósito de nossa vida é o serviço para ajudar os outros e muitas vezes nós o fazemos a partir de uma posição de liderança. Para ser um bom líder e liderar uma boa vida em família, grupos, até com seu país, você precisa ter essas qualidades nucleares de sabedoria e compaixão.

Nós fazemos práticas formais em nossa vida, mas se as práticas informais que fazemos todo dia em nosso trabalho e atividades têm esses dois elementos de compaixão e sabedoria, então o que quer que estejamos fazendo se torna uma prática espiritual.

Então, ao ter mais compaixão para com suas crianças, seu marido, seu companheiro, sua mulher, família, parentes, colegas, empregados, patrão, estranhos – a qualquer momento quando os encontramos em nossa vida diária – sua vida normal se torna sua prática de compaixão.
Verão em Serenity Ridge (foto de Salvador Espinosa)

Quando quer que situações desafiadoras afetem você, sua identidade, seu ego, seu corpo de dor e você é capaz de estar consciente disso, de abordar isso e é capaz de deixá-lo ser e de deixá-lo ir naquele espaço sagrado, isso é uma sabedoria. Isso significa que a situação desafiadora não está apenas afetando você; em vez disso, você está realmente aplicando uma grande meditação de sabedoria. Então sua vida se torna uma prática. Eu realmente quero enfatizar isso e quero que todos se lembrem disso

No último webcast, falamos de sabedoria. Sucintamente, sabedoria é a experiência de abnegação (ausência de ego), a experiência de si mesmo além do ego, além do corpo de dor. É a experiência de si mesmo estando total e completamente aberto e descansando na natureza da mente, nesse espaço sagrado. É isto o que sabedoria significa. Então, basicamente, em toda situação, no momento em que algo na vida te afeta, se você for capaz de estar consciente e de abrigar isso e dissolvê-lo no espaço sagrado e achar uma nova direção, um novo caminho de ser – isso é uma sabedoria.

Este verdadeiro, genuíno senso de compaixão realmente emerge a partir dessa abertura. Em muitas religiões ou práticas espirituais nós aprendemos que é bom ter compaixão, deveríamos ter compaixão para com nossa família e assim por diante. Somos ensinados disso, ouvimos isso e provavelmente notamos que devemos tentar fazer isso. E ao tentar fazê-lo, muitas vezes sofremos. Sofremos dentro de nós mesmos apenas tentando ajudar alguém. Ou sofremos por dentro apenas tentando ser bons para alguém. Fazendo coisas boas, coisas gentis, as coisas certas, pode ser muito estressante quando essa bondade não está vindo do lugar certo.

Basicamente, quando essa bondade, quando essa compaixão não vem do lugar certo, isso significa que vem de bloqueios em você, um espaço condicional em você, um lugar em você de uma velha história de ferida e medo. Está vindo de uma identidade de dor. Quando vem de lá, você pode tentar ser bom e fazer coisas boas, e algumas vezes pode funcionar, mas no fundo você está sofrendo. Então, basicamente você está se punindo ao fazer isso. Eu realmente não pensaria que essa é uma genuína forma de prática e com certeza não é uma forma genuína de prática de compaixão.

Muito frequentemente o que ocorre quando você faz isso é que você está não apenas se punindo, mas como um resultado você também está sentindo muita expectativa de outras pessoas. Você está dizendo a si mesmo, “Oh, eu desisto disso; eu estou me sacrificando, dando dinheiro. Estou tentando dar isso e aquilo.” Então, você coloca muita dor e sofrimento ao tentar ajudar alguém. Como resultado, você espera um grande e rápido resultado – que alguém devia te ouvir e te dar reconhecimento e gratidão. Há tantas formas sutis e óbvias de expectativa que você tem das pessoas! Com todas essas expectativas, você realmente não é capaz de ajudar alguém tanto assim e com certeza você não está se ajudando. Não só, mas de um modo, isso é como se punir. Nós fazemos isso, mas eu penso que é importante que estejamos conscientes e atentos sobre isso.

Então, o que é compaixão? No Budismo, compaixão é ter um profundo senso de simpatia e empatia para com os sofrimentos dos outros e a clara intenção que eu quero que eles estejam livres desse sofrimento. E como eu posso ser parte da liberação deles do sofrimento que têm? É um estado da mente bem único, um estado de consciência que tem foco, que está consciente de outras pessoas, consciente da dor de outras pessoas e que é, antes de tudo, simpático a isso. Você está de certo modo se identificando com isso, você se relaciona com como isso é sentido. Você sabe como a mãe deve se sentir quando perde seu único filho. Ou você sabe como a criança deve se sentir quando perde a mãe, ou como se sente alguém quando cai e se machuca, ou quando alguém está doente terminal. Você sabe como se sente quando está totalmente sem esperança ou totalmente confuso ou perdido. Porque você está muito consciente e pode se relacionar com a experiência de dor, há um profundo senso de simpatia e empatia ali.

Mas a compaixão é mais do que isso. É o surgimento desta mente de Possa essa pessoa estar livre do sofrimento. Se você está sentindo genuína empatia, então é muito natural, sem qualquer esforço, sentir essa mente de compaixão. No entanto, mais frequentemente, você deve ter uma grande simpatia para com alguém, mas não necessariamente uma clara compaixão, um claro senso de Possa essa pessoa estar livre, ou possa eu ser capaz de fazer algo para que essa pessoa esteja livre deste sofrimento.

Então, em sua vida diária, você pode praticar abrir seu coração, mente e sentimentos, ver como sua empatia apoia a intenção compassiva e desejar que essa pessoa possa estar livre do sofrimento. Apenas veja como a empatia é literalmente como um combustível apoiando a compaixão. Se essa mente de simpatia e empatia é forte, então a intenção de ter compaixão é naturalmente muito forte. E se a empatia e a simpatia não forem muito fortes, então é um pouco mais desafiador. Em sua prática, em sua vida diária, simplesmente testemunhe isso e o veja, o que quer que seja. Não para julgar se é bom ou mau, mas apenas para saber o que é e como você está experienciando isso, como você está vendo naquele momento.

Então imagine essa linda mente de compaixão genuína. Primeiro tente descansar em si mesmo, abra-se. A partir desse local, olhe para sua vida e para aqueles com quem você tem uma forte relação – olhe para eles e para a dor deles e sinta empatia. Permita este desejo compassivo: Que eles possam estar livres desse sofrimento. Então apenas imagine essa linda mente, essa mente calorosa. Você pode praticar mantendo isso por um momento? Você pode prolongar isso de cinco minutos, digamos, para dez minutos? Você pode ir do fazê-lo uma vez ao dia para três vezes ao dia? Você pode ir do fazê-lo para uma pessoa para fazê-lo para algumas ou muitas pessoas, ou repeti-lo mais frequentemente com uma única pessoa? Apenas pense como com essa linda mente de compaixão isso mudará sua vida inteira, sua relação com você mesmo e com os outros.

 (Este é um trecho editado do webcast de Tenzin Wangyal Rinpoche sobre "Gerando compaixão," 16 abr. 2016. Assista ao webcast inteiro aqui.
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