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e-News TESE - Associação para o Desenvolvimento - Número 8 | Abril 2015   
Em destaque na TESE Portugal

Os jovens do Programa Faz-Te Forward foram desafiados a pôr à prova as suas competências de procura de emprego. 
 
Inicialmente, o Faz-Te Forward divulgou anúncios de emprego dirigidos às diferentes áreas, aos quais os participantes se candidataram, como num processo real. Os CV's e cartas de motivação foram analisados por consultores da The Talent City e cada Fazter recebeu sugestões personalizadas para melhorar estes instrumentos. 

Foram depois chamados a entrevistas de emprego na Jason Associates, realizadas por vários consultores deste parceiro com larga experiência em recrutamento e seleção e que desde a primeira edição tem proporcionado esta oportunidade aos jovens que participam no programa. No final do processo, os jovens receberam feedback personalizado sobre a sua prestação e dicas para futuras candidaturas de emprego.

À medida que desenvolvem, semanalmente, as competências pessoais e sociais mais procuradas pelos empregadores e tendo já iniciado as sessões de coaching individuais, que são complementadas com a mentoria com profissionais inspiradores da sua área de interesse, os jovens têm mais uma ferramenta fundamental na procura de emprego - a preparação para entrevistas e processos de recrutamento.

Para Gonçalo Sequeira, um dos participantes na edição anterior do Faz-Te Forward, que integra atualmente a equipa da Jason Associates e esteve este ano no papel de entrevistador: "a importância da simulação de entrevista é fundamental para melhorar o nosso awareness sobre os comportamentos e atitudes a ter durante uma entrevista de emprego. Além disso, recebemos feedback sobre a nossa postura e desempenho durante a conversa".

O Faz-Te Forward, promovido pela TESE e pelo Barclays, em parceria com a Jason Associates, a The Talent City a 5P’s e a CASES, continua assim a apostar em experiências concretas do mundo real do trabalho e adaptadas a cada participante. 
Zoom: O programa MAIS - Melhor Ação e Inovação Social em Santarém tem CANDIDATURAS ABERTAS até 8 de maio, para o módulo de ”MARKETING E ANGARIAÇÃO DE FUNDOS”!

Dirigido aos executivos do setor social, o MAIS é composto por quatro módulos formativos - Gestão e Planeamento Estratégico, Sustentabilidade Financeira, Marketing e Angariação de Fundos, e Gestão das Pessoas – e prevê que, no final de cada módulo, os participantes e a sua organização se possam candidatar a um prémio em Consultoria que consiste numa intervenção gratuita de consultoria cirúrgica na área temática trabalhada. Todos os participantes no módulo de formação do MAIS integram, também, as “Task Forces” - sessões dinâmicas com exercícios práticos que contribuem para superar os principais desafios de cada uma das organizações nos processos de implementação dos conteúdos da formação. 
PARCEIROS E FINANCIADORES

«A imigração é uma enorme oportunidade, resultando daí um contributo muito positivo para Portugal »

Pedro Calado, Alto-comissário para as Migrações 

Considera que, de uma forma geral, a imigração já é vista como uma mais-valia para o desenvolvimento do país?
Recentemente, em 19 de dezembro de 2014, o Alto Comissariado para as Migrações, através do seu Observatório para as Migrações, lançou a publicação Imigração em Números. Neste relatório, pela primeira vez, olhámos em detalhe para fontes estatísticas e administrativas que nos ajudam a perceber a efetiva integração dos imigrantes em Portugal. Em 12 indicadores (educação, trabalho, empreendedorismo, demografia, contribuição para a Segurança Social, entre outros), aquilo que mais uma vez retiramos de essencial é que a imigração é uma enorme oportunidade, resultando daí um contributo muito positivo para Portugal em todas estas áreas. Por exemplo, os imigrantes têm uma maior taxa de atividade e são seis vezes mais empregadores do que os portugueses, criando cada vez mais postos de trabalho também para os autóctones. Um outro exemplo podemos encontrar no contributo para a sustentabilidade da nossa segurança social, em que – mesmo descontando os apoios recebidos, - os imigrantes contribuem, por ano, com mais de 240 milhões de euros.
 
São estes dados, baseados em factos, que nos ajudam a rebater alguns mitos, frequentemente baseados em perceções erradas. E isso é muito importante, sobretudo num tempo de crise internacional, onde assistimos noutras latitudes a discursos que procuram atribuir aos imigrantes algumas das razões dessa crise. Por aqui temos sabido manter uma visão clarividente e um consenso político e social que me parece da maior relevância. Até porque, nesta matéria, nós somos, de facto, os Outros.
 
Como vê o contributo da TESE para a missão do Alto Comissariado para as Migrações-ACM ?
A Tese tem sido um parceiro de longa data do Alto Comissariado, nomeadamente do Programa Escolhas. É uma entidade com um enorme potencial de inovação e criatividade, de seriedade e competência, com quem muito gostamos de colaborar. Mais recentemente, no domínio da empregabilidade dos jovens, temos vindo a trabalhar com o projeto Orienta-te em São Domingos de Rana, mas igualmente com o projeto Link2Jobs, possibilitando experiência de job shadowing a jovens, e os resultados falam por si. Tem valido a pena.
 
Quais considera serem os principais impactos que o Programa Escolhas tem vindo a promover no âmbito da empregabilidade jovem?
Os resultados de 2014 continuam a demonstrar uma grande capacidade de fazermos a diferença. Em tempos especialmente desafiantes, conseguimos desde janeiro de 2014 encaminhar 10.994 jovens para Escola, Formação e Emprego. Tratam-se de jovens anteriormente desocupados (os chamados NEET), cuja reintegração tem um valor social incalculável. Por outro lado, a aposta no empreendedorismo inclusivo tem sido uma aposta ganha. Desde janeiro de 2014 apoiámos a criação de perto de 100 micro-empresas, na sua maioria geridas por jovens nas suas comunidades. São projetos micro, mas que revelam grande impacto local. Nesta área do empreendedorismo tivemos já 15.348 jovens envolvidos e isso é um fator de ativação de competências muitas vezes adormecidas ou mesmo desconhecidas. O que fazemos neste modelo de empreendedorismo inclusivo foi recentemente divulgado através de um handbook prático que podem conhecer online 
 
Em destaque na TESE Sem Fronteiras

Fruto das aprendizagens conseguidas noutros projetos no setor da Água, Saneamento e Promoção da Higiene (WASH), a TESE Sem Fronteiras, está presentemente a implementar com parceiros locais o Programa de Reforço Institucional e da Qualidade dos serviços de Abastecimento de Água (PRIQSAA), na Guiné-Bissau, com os mesmos pressupostos do projeto Bafatá Misti Iagu (e Bafatá Misti Mas Iagu) mas agora em 3 localidades distintas – Bafatá, Bambadinca e Mansoa.  

Com um orçamento total de 881.056,83€, financiado pela União Europeia e pela Cooperação Portuguesa (Camões, I.P.), este programa pretende reforçar as capacidades e competências institucionais, técnicas e de planificação estratégica dos atores não-estatais e do Estado no setor da água, a nível regional e nacional e contribuir para a melhoria das condições de vida dos cidadãos, a partir de melhorias nos serviços de abastecimento de água nestes centros semiurbanos.

Privilegiando as parcerias público-comunitárias, a TESE Sem Fronteiras colaborará com a AGEOPPE-Agência Guineense de Execução de Obras de interesse Público e Promoção de Emprego, a ACDB-Associação Comunitária de Desenvolvimento de Bambadinca, a ASPAAB-Associação de Saneamento Básico, Proteção da Água e Ambiente de Bafatá, a Associação Wede Bontche de Mansoa e a Direcção-Geral de Recursos Hídricos.

Globalmente, desde 1990 têm sido feitos progressos assinaláveis para garantir o acesso a água e saneamento adequados, no entanto, 36% da população mundial – 2.500 milhões de pessoas - ainda não possui acesso a instalações sanitárias adequadas e 768 milhões de pessoas ainda utilizam fontes de água não potável. Por outro lado, persistem ainda grandes disparidades a nível regional e no meio rural.

 
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